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quinta-feira, 28 de março de 2013

Padre Jonas Magno Pinto


PADRE JONAS MAGNO PINTO, natural de Apodi, nascido em 29 de agosto de 1918. Jonas 12º de 16 irmãos, filho de Miguel Ferreira Pinto e de Joana Magno Pinto, foi batizado na Matriz do Apodi em 16 de setembro de 1918 e 12 de agosto de 1920, com quase dois anos, apresentou-se para a Santa Crisma diante de Antonio dos Santos Cabral.

Desde pequeninho, Jonas demonstrou tendência para o sacerdócio através da piedade simples e humilde. Com 21 anos, entrou no Aspirantado Salesiano de Jaboatão-PE, em 1939 e em 1942 fez o noviciado, professando na Congregação Salesiana aos 31 de janeiro de 1943.

Cursou Filosofia no Instituto Filosófico Salesiano São João Bosco de Natal-RN, de 1943 a 1945.

O tirocínio prático levou Jonas a conhecer a Amazonas e trabalhar durante os anos de 1946 a 1948 nos Seminários diocesanos de Manaus e Belém.

Segue depois para Jaboatão onde fez a profissão perpétua em 31 de janeiro de 1949. Daí vai para São Paulo, no Instituto Teológico Pio XI -- onde concluiu os estudos seminarísticos com o curso teológico.

Ao chegar Jonas ao Instituto Pio XI houve até um pitoresco. Naquele ano, era esperado na Casa um novo catequista. Jonas era gordo e já certa idade. E, com sua imponência, se sobressaia entre os jovens clérigos. E foi apresentado a todos como o novo padre catequista e assim fora cumprimentando a todos por muitos clérigos que saudavam beijando-lhe as mãos como acontecia naqueles tempos, e Jonas seriamente os aceitava.

Recebeu a Ordenação Sacerdotal no dia 8 de setembro de 1952, das mãos do bispo Dom Paulo Rolim Laureiro.

Depois de Padre, exerceu o Ministério Sacerdotal em várias comunidades.

Foi Coordenador Pastoral (Catequista) de 1953 a 1959 em Baturité-CE.

Desenvolveu com amor o Paroquisto em várias paróquias – 1960 a 1964 na Paróquia de Nazaré – Salvador-Bahia.  Ficando na Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora em 1971 a 1976, Paróquia de São Gonçalo – Rio Grande do Norte, de 1979 a 1981.

Exerceu o ministério de Diretor por duas vezes. Em 1965 a 1967 no Liceu de confessor e capelão do Colégio Nossa Senhora do Carmo das Irmãs Beneditinas.

TRAÇOS MARCANTES DE SUA PERSONALIDADE HUMANA.

Padre Jonas era portador de registro do MEC, como professor de História e Geografia, matérias que ele dominava não só pelos conhecimentos teóricos, mas possuidor de uma memória espetacular. Guardava das pessoas e fatos até os pormenores. Os alunos pendiam de seus lábios. Ele conhecia o Brasil, não só porque teve oportunidade através de seus estudos, mas também pelo interesse de conhecer.

Pesquisador da História da Igreja e do Episcopado conhecia a história de cada um dos bispos, muitas vezes com detalhes.

Fazer amigos era em Padre Jonas um dom natural. Gostava de conversado, tudo queria saber, indagava sempre novas notícias – por onde passava deixava amigos. Amigos que não o abandonaram até os últimos momentos, muitos destes sentiram sua morte como a de um irmão.

Deixou em sua agenda particular, escrita de seu próprio punho, este pensamento: “A felicidade está sempre onde nós a pomos e nunca a pomos onde nós estamos”, mas sempre colocou sua felicidade onde estava, por isso deixou amigos autênticos por onde passou.

Diabético há mais de 25 anos, os últimos anos foram difíceis para ele. No dia 14 de julho de 1983, com dificuldade, participou da concelebração com o Reitor Mor por ocasião do Centenário da presença dos Salesianos no Brasil, no Santuário do Sagrado Coração de Jesus. No dia seguinte, baixou ao Hospital Tri-Centenário de Olinda, dos Franciscanos, e, assistido pelas irmãos hospitaleiras, ficando hospitalizado por mais de um mês. Quando submeteu a uma cirurgia no pé direito que, apesar de toda dedicação do Dr. Luciano, jamais cicatrizou. Voltando para casa, não mais assumiu compromissos apostólicos. Faleceu em Recife-Pe, a 8 de abril de 1984.

Copiado do: Portal Oeste News

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