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terça-feira, 19 de março de 2013

Lucas Pinto - coronel


Natural de Apodi-RN, nascido a 11 de outubro de 1899, era filho de CASSIMIRO FERREIRA PINTO e de VICENCIA GOMES DE OLIVEIRA. Foi um dos primeiros estudantes do Grupo Escolar Ferreira Pinto, através do professor Antônio Laurêncio Dantas. Casou-se em 9 de novembro de 1924, com ADALGISA PINTO DA SILVEIRA, natural de Apodi-RN, filha de Lucas Soares da Silveira e de Zulmira Ferreira Pinto, no Cartório de Apodi. 

Teve três filhos: JULIETTA, que faleceu na infância; NEWTON PINTO,  foi Juiz de Direito, Desembargador, chegando a presidência do Tribunal de Justiça, deputado estadual em várias legislaturas;   e O Dr. JOSÉ DA SILVEIRA PINTO, formado em medicina, foi prefeito do Apodi e depois se elegeu deputado estadual. 

Na infância e juventude Lucas Pinto dedicou-se à agricultura, plantando algodão, feijão e milho nas terras do sítio Pequé, ajudando os pais, a quem dedicava extremada afeição. 

Da agricultura enveredou para as atividades comerciais, colocando-se na firma JAZIMO E PINTO, onde se tornou sócio tempo depois. Em 1927, estabeleceu-se por conta própria com loja de tecidos. Daí em diante tornou-se fácil a tarefa de enriquecimento. Instalou novos negócios, inclusive um beneficiamento (descaroçador) de algodão, passando a ser o maior exportador desse produto agrícola e de cera de carnaúba de Apodi e região. 

Foi considerada uma das maiores fortunas individuais do Oeste Potiguar, possuidor de muitos bens e muito dinheiro. Durante anos foi uma espécie de banco. Emprestando dinheiro a juros aos agricultores, criadores, comerciantes. Chegou a possuir 40 propriedades rurais, as quais eram entregues aos moradores que as exploravam sem pagar nenhuma renda. Este fato causava admiração a muita gente, pois seu Luquinha era considerado por muitos como um homem mesquinho. 

Uma de suas características marcantes, muito propalada, era a rigorosidade no limite dos seus gastos pessoais. E zelo extremado por tudo que lhe pertencia. Desde muito jovem nunca gastava mais do que o que ganhava. Era um poupador por convicção. 

Trabalhava dezesseis horas por dia. Às duas da madrugada já estava de pé, acordando empregados e operários. Costume que não falhava, era sair de casa com um farol aceso na mão, naquela hora, dirigindo-se ao seu escritório, onde dava ordens aos seus funcionários. 

Nos negócios comerciais e financeiros era rigoroso e exigente. Não gostava de dispensar nada. Para os amigos fiéis, entretanto, facilitava o que fosse possível. 

Lucas Pinto usava um tratamento bastante curioso para se comunicar com as pessoas. Para dar ordens, tratar de assuntos comerciais e outros. “Meu Caboclo” era a frase usada com frequência pelo incansável comerciante. Falando de eleição costumava dizer: “o nosso candidato está eleito, meu caboclo”. Chamando a atenção de empregados, quando estavam errados em suas obrigações era comum usar, rigorosamente o tratamento “meu cabloco” no lugar do nome, um velho hábito de Lucas Pinto.

Foi  o mais prestigioso político de todos os tempos de Apodi e região, sendo prefeito nomeado em quatro períodos.   Faleceu em sua terra natal, no dia 6 de fevereiro de 1981, com 82 anos de idade.

FONTE: Livro de Válter de Brito Guerra
 Portal Oeste News  - STPM Jota Maria

Um comentário:

Marcos pinto disse...

A ex-prefeita Gorete é da família PINTO, posto que trineta de dona Maria Gomes de Oliveira Pinto, casada com Tito Joaquim de Souza Campelo.